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Os desafios de 2010

Por Jorge Côrte Real, presidente da FIEPE

Aos 70 anos, com uma base sindical ampla e consolidada, a FIEPE mantém-se fiel ao seu projeto original, que se traduz na defesa dos legítimos interesses da indústria e no contínuo esforço pelo progresso e bem-estar da nossa sociedade (...). [Veja aqui as ações desenvolvidas pela Federação ao longo do ano de 2009].

Os grandes desafios da FIEPE, sem dúvida, passam pelo fortalecimento da base sindical, a inserção internacional da nossa indústria, a interiorização do desenvolvimento e a internalização dos efeitos dos projetos estruturadores. Nosso trabalho nessa direção já aponta resultados alentadores.

O Programa Cooperar, conduzido com a entidade alemã BFZ é um bom exemplo de iniciativa voltada aos sindicatos associados, beneficiando 15 deles e, diante dos efeitos positivos, entrará em sua terceira fase. Temos, ainda, o bem sucedido Programa de Desenvolvimento Associativo, parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que tem como objetivo elevar a representatividade e a sustentabilidade dos sindicatos industriais de empregadores.

Para incrementar o comércio exterior, a Federação vem buscando ocupar novos nichos de mercado, realizando missões e estimulando a participação em feiras. Nossa atuação também se foca na diversificação das oportunidades de negócios, com o desenvolvimento de projetos, como o que implantamos no Vale do São Francisco, para a inserção de produtos orgânicos no mercado mundial.

Esse esforço para identificar possibilidades de negócios se estende ao interior e se materializa por meio dos Núcleos Regionais, instalados em Caruaru e Petrolina, fortalecendo as vocações e buscando oportunidades futuras.

Estruturadores – Os empreendimentos estruturadores que se instalam no Estado têm exigido acompanhamento permanente da FIEPE. Tais projetos são liderados pela Refinaria Abreu e Lima e pelo Estaleiro Atlântico Sul, além do Pólo Petroquímico, das plantas de PTA, POY e PET e do Pólo Farmacoquímico e tendem, por natureza, a gerar múltiplas cadeias produtivas e a elevar a qualidade dos empregos, os níveis de salário, a produtividade média da economia, a renda, a receita de impostos e a demanda global.

Modernidade – Atenta a toda essa movimentação, a FIEPE, este ano, criou a Divisão de Petróleo, Gás, Offshore e Naval, destinada a promover capacitação profissional, qualificação empresarial e desenvolvimento tecnológico de empresas estaduais, a fim de torná-las fornecedoras desses projetos estratégicos. Além de articular-se com as principais entidades do setor, promoveu encontros para aproximar empresários locais e dirigentes dos grandes empreendimentos.

Debate – Outras questões de extraordinária importância para o setor produtivo também merecem especial atenção da FIEPE. Para contribuir com o debate desses relevantes temas, a Federação mantém Conselhos Temáticos, instâncias de importante papel na articulação com a sociedade. O de Meio Ambiente realiza encontros sistemáticos, despertando o interesse do empresariado para a sustentabilidade, definitivamente incorporada à agenda da indústria estadual.

Já o Conselho de Cidadania tem-se destacado com o Projeto Nossa Escola, que completa cinco anos de sucesso na busca da melhoria da qualidade do ensino público, no Estado, e a universalização de acesso ao conhecimento para todos os pernambucanos.

O Conselho de Infraestrutura manteve-se atento a importantes questões que interferem na competitividade local. Atuou alertando a sociedade sobre as repercussões negativas dos reajustes das tarifas de energia elétrica e água, promoveu debates sobre o sistema viário do Estado, acompanhou as obras de dragagem do Rio Capibaribe e de outros projetos e obras, como da adutora de Pirapama e do abastecimento de gás no Estado e as iniciativas de oferta de novas formas de energia(...).

SUDENE - Ao lançar um olhar sobre as potencialidades do Nordeste, a FIEPE considera que o desempenho socioeconômico da Região poderia ser bem mais alentador, se houvesse uma Política Nacional de Desenvolvimento Regional orientada para reduzir desníveis sociais e econômicos inter e intra-regionais. A SUDENE cumpriu o papel de promover a modernização regional. Completando 50 anos, essa Instituição carece de apoio político, que lhe revigore os instrumentos e lhe assegure condições operacionais compatíveis com a sua missão e os seus desafios atuais. Uma SUDENE forte faz falta ao Nordeste, e a Pernambuco também.

Transparência – Nossa contribuição para o desenvolvimento sustentado chega, ainda, por intermédio das ações das nossas entidades vinculadas. Em 2009, o SENAI contabilizou mais de 41 mil matrículas em todo o Estado, além de ações específicas, como a criação do primeiro canteiro-escola do país, com objetivo de capacitar a mão-de-obra para os empreendimentos de Suape, entre tantas outras iniciativas.

Já o SESI registrou mais de 1,3 milhão de atendimentos nas áreas de saúde, lazer, educação; instalou bibliotecas para ampliar o acesso ao conhecimento e à inclusão digital, seguiu com ações na área de responsabilidade social e inaugurou uma unidade avançada de saúde ocupacional em SUAPE, que se tornará unidade fixa, em 2011, com investimentos de R$ 2, 5 milhões.

O IEL avançou nas ações voltadas a ampliação do conhecimento, mantendo seu bem sucedido programa de estágios, beneficiando mais de 6 mil estudantes; realizou cursos de Educação Empresarial e está desenvolvendo projetos na área de inovação, algo fundamental para a indústria pernambucana.

Desafios - O ano de 2010 prenuncia novos e importantes desafios decorrentes da modernização e dos avanços da economia e da sociedade de Pernambuco. Seguiremos no esforço de articulação da economia com os empreendimentos estruturadores já em implantação, e com aqueles que venham a se instalar em futuro próximo.

Caberá à Federação buscar o avanço institucional, aprimorando-se no exercício da representação da indústria, aglutinando e ampliando a energia criadora das suas lideranças. Esse é o nosso compromisso.