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A Copa do Mundo é nossa!

Por José André Freitas, economista da Unidade de Pesquisas Técnicas da FIEPE

A Federação Internacional de Futebol (FIFA) oficializou a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, anunciando as 12 cidades-sede. Após esta concretização, fez-se propagar pelos quatros cantos do país comemorações. Sem contar o poder de entreter do esporte, as festanças realizadas pelas cidades eleitas não foram em vão, pois, um evento deste porte traz consigo uma positiva efervescência econômica e social.

Na última Copa em 2006, a Alemanha, sede do evento, saiu vencedora mesmo não se sagrando campeã. Para se ter uma idéia, neste ano da Copa foi gerado um total de 25 mil novos empregos (muitos dos quais se tornaram permanentes), assim como também, o comércio faturou cerca de R$5 bilhões a mais. Além destas estatísticas, podem ser contabilizados os vultosos investimentos em infraestrutura, principalmente nas cidades- sede, que alavancam, sobremaneira, as condições da Região. Afora tudo isso, a Alemanha ainda conseguiu lucrar em visibilidade, mudando a imagem sisuda e séria que o mundo tinha do país, melhorando ainda mais a economia do Turismo.

boxSegundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), para que a bola role redonda em 2014, tendo em vista somente o cumprimento de exigências mínimas, o Brasil será obrigado a investir (capital público e privado) algo em torno de R$35,9 bilhões nos próximos cinco anos. No entanto, e isso é o que impressiona, não vamos ficar por aí. O que se observa são planos bem mais ousados, com cifras próximas a R$100 bilhões, o que poderá gerar um incremento significativo no Produto Interno Bruto do País. Agora, confirmada a decisão, o Brasil e os Estados entram na corrida contra o tempo, tendo que cumprir com os seus planejamentos e as exigências do Órgão Internacional, sem se descuidar de formalizar as parcerias público-privadas, de onde serão injetados os principais recursos.

Pernambuco não vai passar ao largo desta histórica Copa de 2014. O Estado pôde ser contemplado com a escolha de São Lourenço da Mata como sendo uma das subsedes do evento. Deixando de lado o motivo da escolha de tal cidade, o fato é que toda a população do Estado só tem a ganhar, pois, além de poder presenciar os jogos, o Estado, com o que foi batizado de “Cidade da Copa”, apresentou um mega projeto que alcança um volume de investimentos de R$ 3,7 bilhões. A princípio, as programações financeiras estão voltadas para a construção do Estádio e toda a infraestrutura de água, esgotamento sanitário, energia e acesso, que deverão estar totalmente viabilizados até 2013. No mais, a construção de nove mil unidades habitacionais, que custarão algo em torno de R$750 milhões, terá um prazo mais elástico, aprovado pela FIFA. Agora, resta-nos torcer e esperar que o Brasil se consagre vencedor na bola e em organização. 



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