Propostas para dinamizar a economia de Pernambuco
O presente trabalho, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), tem, como objetivo central, levar aos postulantes ao Governo de Pernambuco, nas eleições que se avizinham, um conjunto de sugestões e idéias que representam as expectativas dos empresários da indústria pernambucana.
Três grandes marcos orientaram a elaboração deste documento. No primeiro, se faz uma reflexão sobre as grandes tendências dos desempenhos, nos últimos anos, da economia pernambucana e da indústria estadual, focando a realidade atual e as perspectivas. Analisa-se, aí, o desempenho comparativo das economias de Pernambuco, Bahia e Ceará, no período de 1998 a 2003, através de suas taxas de crescimento, com o objetivo específico de situar o Estado de Pernambuco frente àqueles dois outros estados nordestinos, de economias reconhecidamente dinâmicas e diversificadas.
A partir de momento, como o atual, em que um quadro real de projetos estruturadores (resinas, têxtil, estaleiro, refinaria, ferrovia transnordestina, gás, e outros menores) consolidam o Complexo Industrial de Suape, e os eixos Norte-Sul da BR-101 e Leste-Oeste da BR-232 apontam a descentralização logística de numerosas iniciativas, no Litoral e no Agreste, essas análises deixam clara a necessidade de que o futuro governante veja, com atenção, essas tendências, adotando uma política agressiva de fortalecimento da base produtiva do Estado, em todo o seu espectro.
É evidente que os últimos anos já sinalizam para uma inflexão na tendência registrada pelos dados estatísticos, mesmo antes da consolidação dos impactos dos investimentos estruturadores em fase de implantação no Estado.
Os indicadores e tendências observados, mesmo quando referidos a um passado recente, serve de alerta para a manutenção de políticas agressivas, tanto no que se refere à busca por novos investimentos para o Estado, quanto para a necessidade de uma política que preconize o fortalecimento da indústria existente.
O segundo grande marco versa sobre a orientação geral do Mapa Estratégico da Indústria 2007-2015, recentemente elaborado pela CNI-Confederação Nacional da Indústria, o qual estabelece as condições para o desenvolvimento da indústria em nosso país.
A despeito desse documento da CNI se voltar para o desenvolvimento do país, como um todo, aplica-se, mesmo assim, ao ambiente específico de Pernambuco, porquanto estabelece uma estratégia do setor que se forma a partir de uma base voltada para a competitividade, que se alicerça na exploração das vantagens comparativas naturais, as quais, em Pernambuco, são reconhecidamente favoráveis, e na aquisição de vantagens competitivas.
Finalmente, a terceira grande referência, traduz a orientação da base associada da FIEPE, representada por um conjunto de 39 Sindicatos Patronais, que caracteriza, de forma clara e direta, as necessidades específicas da indústria local.
Esses três grandes marcos de referência estão detalhados ao longo deste trabalho, destacando-se os processos e atividades e suas bases de sustentação, a infra-estrutura, os recursos humanos e o meio ambiente, sempre na perspectiva de que o Estado possa responder, de forma pronta, às demandas dos empresários, sobretudo dos investimentos estruturadores que Pernambuco já conseguiu atrair.
Um tema recorrente, e que hoje influi de forma decisiva no investimento privado, diz respeito à segurança pública. Por isso, nas propostas específicas dos diversos setores, a questão segurança, se coloca de forma ostensiva, dada a sua influência na decisão de investir.
A educação, por outro lado, é um fator preponderante nas preocupações dos empresários, posto que se trata de uma questão que reclama tratamento indispensável para a competitividade desejada e perseguida. O quesito educação abrange todos os níveis, daí a necessidade de uma profícua pactuação entre o Governo Estadual e os Governos Municipais, condição irrecusável para que se consigam resultados de curto e médio prazos.
A infra-estrutura básica completa o rol das grandes preocupações dos empresários, posto que compõe a base para o desenvolvimento e para o crescimento econômico do Estado.
A combinação desses componentes básicos da gestão pública – educação, segurança, infra-estrutura e saúde – cuidadas com atenção redobrada, configura-se como um importante atalho, para encurtar o caminho de desenvolvimento sustentado da economia do Estado.
A inovação na gestão pública, dotando-a de clareza e eficiência é fator decisivo para o processo de desenvolvimento que toda a sociedade pernambucana deseja e espera.
Por fim, mas não menos importante e permanente, a questão da ética no serviço público é, também, uma preocupação da classe empresarial, que enxerga, neste momento de grande conturbação, no plano nacional, em meio a um processo eleitoral que enseja sensíveis mudanças, uma oportunidade de o estado de Pernambuco se tornar um protagonista atento e exemplar.

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