Mercado interno é alternativa do empresário para superar a crise financeira
Por Jorge Côrte Real
(Presidente da FIEPE)
A crise financeira internacional, que acabou aportando no setor produtivo, atingiu a economia brasileira através da redução do crédito, do declínio da confiança de consumidores e empresários e, também, através da queda das exportações. Esses fatores interromperam a vigorosa trajetória de crescimento que se prolongava desde 2003.
Apesar dos efeitos produzidos até o momento em nossa economia, mantém-se preservada a estabilidade monetária e o sistema financeiro nacional parece continuar isolado das fragilidades que atingem instituições internacionais congêneres.
| Por outro lado, a política econômica tem se dirigido permanentemente para amenizar os efeitos da crise e o setor da construção civil tem sido um alvo constante dessas políticas embora os benefícios venham sendo adiados ante as dificuldades causadas pela burocracia e pela complexidade do ordenamento legal. |
"Temos oportunidade em vitude do vigor e da criatividade do empresariado" |
Em evento promovido pelo Sindicato da Construção Civil, no Recife, tivemos a oportunidade de avaliar a conjuntura atual, juntamente com especialistas, entre eles o ex-ministro Mailson da Nóbrega, que delineou os impactos da crise, e a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda, que falou sobre os programas habitacionais do Governo Federal.
Pontos positivos do debate foram os destaques para as oportunidades que o momento oferece em virtude do vigor e da criatividade do empresariado brasileiro e da expressiva dimensão do mercado nacional, vantagem esta que nos permite seguir os exemplos da China e da Índia e reativarmos o crescimento a partir do mercado interno.
A FIEPE, confiante nas potencialidades da economia brasileira e acompanhando, persistentemente, a implantação dos investimentos estruturadores em nosso Estado, reafirma seu compromisso de contribuir para a construção do futuro defendendo as reformas estruturais, a eliminação da burocracia, a ampliação do crédito e a criação de um ambiente de estimulo à inovação e à competitividade.

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